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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

DEPRESSÃO







A depressão é um dos distúrbios mais antigos que afetam a humanidade. Existiam várias denominações para os estados depressivos. A partir dos estudos psicanalíticos de S. Freud - que a conceituou como consequência da perda de objeto - e da descoberta dos antidepressivos, ela é considerada hoje, uma doença que afeta, estimadamente, de 5% a 10% da população em geral.

Dentre os quadros típicos de depressão, a melancolia é uma das manifestações mais comuns. Trata-se de um sentimento de tristeza que varia de uma indiferença ou abatimento, até um estado de profundo desespero e completa perda da esperança. Geralmente, ocorre após significativas perdas materiais ou profundos abalos afetivos. Ela tanto pode figurar na esfera psicoemocional, quanto manifestar-se no corpo, alterando o padrão químico do organismo.





Os principais sintomas emocionais são: culpa, desespero, auto depreciação, visão pessimista da existência, desânimo, indiferença, falta de esperança, dificuldade de concentração, pensamentos de morte etc. Não raro, as pessoas deprimidas sentem-se rejeitadas, inadequadas e carentes. As manifestações físicas mais frequentes são: insônia, fadiga (cansaço), apatia, perda ou excesso de apetite, variação de peso, diminuição da libido etc. Outra característica do depressivo é a variação da postura corporal: cabeça inclinada para baixo, olhar fixo e semblante desolado. Esses sintomas, tanto os físicos quanto os emocionais, podem variar de uma pessoa para outra.

Durante a depressão, a vida não tem sabor. A pessoa cinde com a realidade e com o próprio corpo. Ela deixa de contemplar os movimentos existenciais e descuida do físico. Perde o seu foco, sente-se desorientada e sem estímulo para mobilizar sua energia. Içar algo que resgate o seu encanto e desperte a paixão de viver passa a ser imprescindível para que saia desse torpor.

Na depressão, não há culpados nem vilões, apenas vítimas. Não se pode atribuir como única causa da depressão as ocorrências desastrosas da realidade, mas sim, o agravamento do sofrimento moral. A própria pessoa aumenta a proporção dos acontecimentos e mergulha num profundo sentimento de angústia.



O maior desencadeador dos processos depressivos é a maneira como a pessoa elabora suas decepções. Ela não preserva sua consistência emocional, ao lidar com os abalos existenciais. Em vez de assumir sua força, entrega-se às fraquezas, causadas pelas sucessivas ocorrências ruins de sua trajetória de vida. Arrasta-se a uma espécie de "poço" de profunda tristeza e abandono.




Para sair da depressão, a pessoa precisa resgatar sua força interior, trazer à tona o seu dinamismo, sua ousadia e manifestar seu espírito aventureiro e conquistador. Essa força típica dos deprimidos faz com que se levantem das profundezas da depressão e redimensionem a existência e o universo interior. Ao se deprimir, esse potencial fica sufocado. Quando ativas, são pessoas firmes e determinadas, que realizam com precisão várias tarefas, destacando-se pela criatividade e intensidade de atuação. 

Para não entrar em depressão ou mesmo para sair dela, existem alguns fatores emocionais e existenciais que devem ser conquistados. Dentre eles, destacam-se: resgatar o autovalor e elevar a autoestima, assumir tarefas, resgatar os laços afetivos e viver um grande amor. Sobretudo, não se desconectar dos potenciais inerentes ao ser; não permitir que os dramas exteriores invadam o mundo interno, nem que perturbem a condição emocional, tampouco, que sufoquem o brilho da alma.



 Valcapelli 












Um comentário:

  1. Achei esse artigo precioso. Muitas pessoas dizem que voce precisa estar bem para encontrar um amor, acho que o amor não tem hora nem lugar e muitas vezes é o que falta em nossas vidas. Porisso e por outros assuntos abordados, identifiquei-me profundamente com esse texto. E vamos á luta!

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