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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

ASMA BRÔNQUICA

SENTIMENTO DE INFERIORIDADE DISFARÇADO PELO
DESEJO DE PODER E CONTROLE DO AMBIENTE



Trata-se de doença crônica pulmonar, caracterizada por hiper-reatividades brônquicas, levando à obstrução das vias respiratórias. A asma é reversível, espontaneamente ou após um tratamento. A crise de asma manifesta-se com tosse, chiado no peito e falta de ar. Pode ser desencadeada por alérgenos, infecções virais, exercício físico, emoções, poluentes, fumo e alterações bruscas de temperatura.

A asma é geralmente causada pela sensibilidade às substâncias alérgicas, difíceis de serem identificadas. Acredita-se que o espasmo brônquico representa uma resposta alérgica à exposição direta ao alérgeno inalado ou ingerido.
Conforme estatísticas publicadas no Manual Merck de Medicina, em 10% a 20% dos asmáticos, a crise é precipitada por alérgenos, mais comumente pólens transportados pelo ar, poeira doméstica, pêlos de animais e outros anexos animais; em outros 30% a 50%, parece ser deflagrada por fatores não-alérgicos, como infecção, odores irritantes, tais como tinta fresca, gasolina, ar frio, fumo, etc., e fatores emocionais.
Desde o tempo de Hipócrates comentava-se que existia a associação entre problemas emocionais e a precipitação de ataques asmáticos.A relação dos fatores emocionais como agravantes de alguns casos de crises asmáticas é comprovada pela psicologia, que possui hoje muitos casos registrados, nos quais os ataques foram iniciados mais por acontecimentos do que pela presença de um antígeno específico.
O relato mais conhecido é chamado "asma das rosas", em que o paciente entra em crise sempre que estiver diante de rosas. A crise surge também quando lhe apresentam uma rosa artificial. Outros casos relatados de precipitação dos ataques asmáticos são aqueles que ocorrem em uma hora regular do dia, quando a pessoa ouve uma certa música ou fala de um determinado assunto.
Outra situação que pode provocar uma crise na pessoa é quando acontece algo que lhe causa muita alegria, num impulso espontâneo em que ela exterioriza a alegria por meio do riso. Nesse momento pode surgir uma crise, pois a dificuldade do asmático consiste na exteriorização do sentimento. Ele não permite se expor abertamente, e, quando o faz, imediatamente se reprime, voltando a se fechar. Esse mecanismo interior aciona a crise asmática.

A crise caracteriza-se por uma contração dos brônquios menores e bronquíolos (pequenos condutos pelos quais o ar penetra nos pulmões), desprovendo assim de oxigênio, em quantidades apropriadas. O asmático faz força para inspirar profundamente, e a expiração é mais difícil e prolongada, por causa do bloqueio das vias respiratórias.
Quem sofre de asma tenta receber atenção e afeto em demasia, por isso inspira com força e absorve tanto ar que os pulmões ficam demasiadamente inflados. A crise é provocada na eliminação do ar. Esse mecanismo orgânico dá a sensação de estar expondo seus conteúdos internos, que são muito diferentes daquilo que tenta mostrar aos outros. O asmático quer absorver tudo e não expelir nada, e isso causa a sensação de asfixia, conseqüentemente o espasmo brônquico. Metafisicamente, ele anseia por amor e não consegue ser amável.
A relação do asmático com as pessoas de seu convívio costuma ser complicada, porque sua atitude fere os princípios de um relacionamento saudável, em que é preciso haver a troca. A própria vida requer constante troca com o ambiente, por meio do ar que é inspirado e exalado a todo instante. O mesmo é necessário haver nas relações humanas. É justamente nesse ponto que repousa a maior complicação do asmático: ele só quer receber, sem nada fazer em troca. Exige que seus entes queridos façam tudo por ele.

Toda vez que um asmático considerar que não está recebendo atenção suficiente, ele se isola. Por mais que seus familiares façam alguma coisa por ele, nunca o satisfazem, espera receber sempre mais. A contração brônquica, que precipita a crise asmática, é o reflexo do estado de isolamento. Com a oclusão dos brônquios não há interação do ser com o meio.
Diferentemente do que aparenta, o asmático não expõe seus verdadeiros sentimentos. Mostra ser uma pessoa comunicativa e às vezes até sentimental, com o propósito de chamar a atenção e impressionar os outros. Seus sentimentos, como inferioridade, inadequação, etc., não são revelados para ninguém. Geralmente, nem ele mesmo tem consciência dessa condição de inferioridade que existe em seu íntimo. Ele não assume seus pontos fracos para si, tampouco para os outros; ao contrário, procura mostrar-se superior.
Sua vida não é conduzida de acordo com seus próprios valores. Molda-se de acordo com a dinâmica do ambiente, adotando comportamentos bem conceituados, para ser reconhecido. Agindo assim, está considerando mais os outros do que a si mesmo. Quando uma pessoa estiver querendo chamar a atenção de todos que estão à sua volta, é que a opinião deles é mais importante do que aquilo que ela está sentindo. Para manter a harmonia interior é necessário dar credibilidade a seus sentimentos e não depender do aval dos outros.

A asma é caracterizada metafisicamente por um conflito entre o sentimento e o desejo. O asmático se sente inferior e deseja ser o centro das atenções da família.
Desse modo, conclui-se que o comportamento adotado pelo asmático para se promover não passa de um disfarce para esconder seu sentimento de inferioridade.
O sentimento de inferioridade seguido do egocentrismo atrai para si pessoas dominadoras, que passam a controlar sua vida. O asmático quer a todo custo dominar os outros. Se ele não consegue, ou se for dominado por alguém, isso o deixa "arrasado", podendo até precipitar freqüentes crises.
Quando não consegue exercer poder sobre o ambiente, utiliza-se das crises para chamar a atenção de seus familiares. Ele põe em risco a saúde para ser o centro das atenções, tirando proveito da própria ruína. Obviamente, esse é um mecanismo inconsciente.

A doença requer cuidados especiais das pessoas ao redor. E necessário afastar os animais de estimação, remover o pó, manter a casa limpa e higienizada, tudo para evitar que ele entre em crise. Mediante esses cuidados a favor do bem-estar do asmático, ele monopoliza a atenção daqueles que o cercam, exercendo assim, uma espécie de controle sobre o ambiente.

A asma é mais comum em crianças. É nessa fase que se busca uma maneira de lidar com as próprias sensações e conquistar seu espaço no ambiente. Como o mundo da criança gira em torno da família, esta representa seu maior valor afetivo. Assim, portanto, a problemática interior do asmático está mais freqüente no lar. Se a condição metafísica for específica aos familiares, os mesmos fatores alérgicos que dentro de sua casa provocam crises de asma, quando inalados em outros recintos não afetam tanto.
Quando a asma se estende à adolescência e até à fase adulta, isso representa que a pessoa não se resolveu interiormente, arrastando para o convívio social seu sentimento de inferioridade. Nesse caso, a inalação dos fatores alérgicos em qualquer ambiente provocará a mesma reação da doença alérgica.
E difícil para um asmático admitir a si mesmo sua condição emocional de inferioridade. O mecanismo de compensação é acionado porque ele não aceita sua verdade interior. Prefere fugir disso, conquistando à sua volta uma situação contrária. Por mais que se sobressaia perante os outros, não resolve aquilo que traz dentro de si. É preciso encarar sua realidade, desenvolver a auto-estima. Não dê tanta importância aos outros, senão você se torna dependente deles e isso dificulta o fortalecimento interior e o faz sentir-se pior ainda.


Metafísica da Saúde Vol. 1


9 comentários:

  1. Sra Marcia , alguns aspectos do seu artigo sobre asma não me esclarecem o que devo fazer precisamente p/ sair do
    problema ( sou asmático ) . Procure conhecer a colocação de " Cristina Cairo " sobre a origem da asma e o que precisa
    ser feito p/ eliminar de vez o problema . Obrigado

    ResponderExcluir
  2. Sra Marcia , alguns aspectos do seu artigo sobre asma não me esclarecem o que devo fazer precisamente p/ sair do
    problema ( sou asmático ) . Procure conhecer a colocação de " Cristina Cairo " sobre a origem da asma e o que precisa
    ser feito p/ eliminar de vez o problema . Obrigado

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  3. Gostei muito do artigo.
    Passei muitos anos sem ter crise, como eu tive uma crise estes dias após ter usado NH3 e limpado o aspirador de pó atribuí a crise ao que eu havia feito. Mas, lendo o seu artigo acredito que o verdadeiro agente causador da crise pode ser o sentimento de inferioridade que eu tenho sentido. Parabéns pelo trabalho e estou grata pela sua dedicação do seu tempo para ajudar as pessoas. Muito Obrigada!

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  4. Ótimos esclarecimentos! Obrigada 😘

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  5. "A asma é caracterizada metafisicamente por um conflito entre o sentimento e o desejo. O asmático se sente inferior e deseja ser o centro das atenções da família.
    Desse modo, conclui-se que o comportamento adotado pelo asmático para se promover não passa de um disfarce para esconder seu sentimento de inferioridade.
    O sentimento de inferioridade seguido do egocentrismo atrai para si pessoas dominadoras, que passam a controlar sua vida. O asmático quer a todo custo dominar os outros. Se ele não consegue, ou se for dominado por alguém, isso o deixa "arrasado", podendo até precipitar freqüentes crises.
    Quando não consegue exercer poder sobre o ambiente, utiliza-se das crises para chamar a atenção de seus familiares. Ele põe em risco a saúde para ser o centro das atenções, tirando proveito da própria ruína. Obviamente, esse é um mecanismo inconsciente."

    Me pareceu, além de pretensiosa, extremamente irresponsável essa publicação. Acho que as pessoas - e seus organismos - são mais complexos que isso e, ainda que muitas crises sejam provocadas por fundos emocionais , estes variam de caso para caso. Na busca por respostas, uma passagem dessas pode desencadear negligência, ou mesmo algum tipo de ódio - por parte de parentes, amigos e pessoas próximas - para com a pessoa que sofre as crises. Asma mata, e tudo que puder ser feito para AJUDAR essas pessoas, é bem-vindo. Presumir o que vai dentro de cada um, assumindo se tratar de um padrão psicológico, sem uma investigação mais acurada é apenas PERIGOSO. Vale lembrar que até mesmo os "inconscientes" são diferentes de uma pessoa pra outra.

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  6. A asma que causa o sentimento de inferioridade, e não o contrário.

    Já percebi que quando vou para regiões litorâneas por exemplo, em que a umidade do ar e a pressão atmosférica são maiores, facilitando a respiração, paro de ter asma, e consequentemente, minha auto-estima aumenta muito, e já melhoro demais na socialização, etc.

    Pra quem tem asma, meu conselho é: Fortifique Seu Corpo (Alimentação, Exercícios)

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