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domingo, 22 de dezembro de 2013

DOR DE CABEÇA OU ENXAQUECA

DOR DE CABEÇA OU ENXAQUECA 

 Extrema assiduidade. Preocupações excessivas. Pensamentos possessivos e congestão mental. 





Trata-se de um distúrbio presente na humanidade desde os primórdios. Atualmente, sabemos que se trata de uma doença incapacitante, que compromete o desempenho da pessoa nas atividades existenciais. 

 Até 1980, a dor de cabeça era considerada um distúrbio puramente vascular. Foi quando Moskowitz, concluiu que não era apenas uma reatividade vascular primária; ela depende de aumentos na excitação; neural, mediados principalmente pela serotonina (neurotransmissor), que ocorre isoladamente ou associada a outros processos neurológicos. Segundo ele, a dor provoca a inflamação dos vasos sanguíneos, e não o inverso, como se acreditava. 

 Os desencadeadores mais comuns são: fome, sede, euforia, mania, depressão, tontura, lentidão de movimentos ou irritabilidade. 
 As dores de cabeça são classificadas como: cefaléias e enxaquecas. 
 As cefaléias são facilmente confundidas com as enxaquecas. Elas até podem existir simultaneamente, mas são processos distintos, com características específicas, tais como: o período de duração dos ataques (as cefaléias são de curta duração, enquanto as enxaquecas são mais prolongadas); e os diferentes comportamentos (durante um ataque de cefaléia, as pessoas não conseguem ficar paradas, já na enxaqueca querem ficar imóveis, e ficam propensas à hibernação. 
 Os ataques de cefaléia podem ocorrer em momentos específicos, com uma forte intensidade. 

Dentre os sintomas destacam-se: pulsação na região frontal da cabeça, queda de uma das pálpebras, inchaço e vermelhidão na região dos olhos ou na face, lacrimejamento, escorrimento ou congestão nasal, suor excessivo, etc.

No tocante a enxaqueca, destacam-se as seguintes situações: surge gradativamente; pode ser completamente reversivel; costuma iniciar na região frontal, estendendo-se até a coroa, na nuca ou, ainda, unilateralmente. O sintoma também pode ser pulsátil; a intensidade da dor pode ser moderada ou mesmo com picos de dor, que se repetem após um intervalo de tempo, dificultando as atividades 
diárias; a dor de cabeça se agrava com atividades físicas e pode inclusive provocar vômitos. 

 No âmbito metafísico, a dor de cabeça é indício de preocupação excessiva com determinadas situações que assumem um carater perturbador. A pessoa fica pensando de maneira obsessiva em fatos que, muitas vezes, fogem ao seu controle; mas nem por isso consegue se desligar. Ao contrário, a falta de controle sobre as ocorrências provoca instabilidade emocional, levando ao desespero. Não consegue chegar a um denominador comum. Perde-se nas conjecturas mentais desencadeadas pelas ocorrências que ficam impregnadas em sua mente, gerando desconforto, indignação e inconformismo. 
 Rumina mentalmente o ocorrido de maneira a não se desligar um só instante, causando uma espécie de congestão psíquica, que pode desencadear uma crise de dor de cabeça. 
 Portanto, pensar nas situações agradáveis ajuda as pessoas a se desligarem dos episódios ruins. 
 Uma atitude comum entre as pessoas que sofrem de cefaléia é a de serem dramáticas. O drama aumenta a intensidade dos fatos ruins e reforça a confusão interior, enfraquecendo o potencial realizador. 
 As pessoas que sofrem de cefaléia, geralmente comportam-se de maneira possessiva. Elas não sabem viver sem nenhum poder sobre as situações. É muito dificil para elas deixarem que os fatos simplesmente aconteçam, sem interferir nas ocorrências. Não permitem que nada escape ao seu controle, envolvem-se excessivamente com as questões exteriores, sobrecarregando-se de 
tarefas ou ficam com preocupações excessivas. 
 Querem dominar as situações para garantir que tudo se desenrole conforme previsto. 
Buscam colaborar de alguma forma, tentam agradar os outros para se sentirem úteis, consequentemente, seguras. 
 Estão frequentemente planejando estratégias mirabolantes para alcançar seus objetivos. 
Incluem as pessoas nos seus planos, sem prévia consulta. Quando vão comunicá-las e não obtém boa aceitação, decepcionam-se. Elas não conseguem compreender que suas estratégias tem uma finalidade própria e na maioria das vezes não estão de acordo com os objetivos alheios. 

 Nas pessoas que sofrem de enxaquecas, quando vão participar de algo, gastam muita energia psíquica nas conjecturas e planejamento das suas ações. Não é praxe agirem no improviso. Gostam de ter tudo planejado e devidamente organizado para que nada dê errado. Exageram na organização por não se sentirem à vontade e em condições de lidarem com o inesperado. As situações inusitadas 
são abominadas e causam certo pavor, provocando tensão e desconforto. 

 São pessoas persistentes, que não se convencem facilmente. Gostam de entender a fundo uma situação. Não se contentam com pouca explicação, querem atingir o cerne da questão. 
 Pode-se dizer que não conseguem viver sem certa dose de preocupação. Quando nada acontece, procuram uma situação para se envolverem. 

 Não suportam as situações em aberto nem ficar aguardando solução futura. Esperar é algo que provoca desconforto e agitação interior, pois ficam imaginando tudo o que pode ou não acontecer. Não sabem viver diante de incerteza, pois elas instigam a sua imaginação, que geralmente permeia na negatividade, causando-lhes grande turbulência psíquica. 




Metafísica da Saúde vol. 4


ENXAQUECA E TENSÃO EMOCIONAL

O conflito: 

Não tomar decisões. Conflito de controlar e buscar sempre, uma solução para tudo. “Devo achar uma solução com meu pensamento."
Pode haver um conflito de reparação relacionado ao rim- (retenção de líquidos)

- Enxaqueca de fim de semana: Em Vagotonia, o sentimento é : “Não tenho direito a felicidade”

- Enxaqueca Pré menstrual: Desvalorização. “Não me sinto a altura de..” “Não sou capaz”; “Medo de estar grávida” “Tenho muitas coisas para fazer” “Devo ser muito competente no que faço."

Enric Corbera




12 comentários:

  1. e como me livro da enxaqueca? como se preocupar menos?

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  2. No meu caso só passa com Cefaliv...rs (brincadeirinha)

    Eu já tive muita enxaqueca, mas percebi que nos últimos anos diminui bastante, agora só de vez em qdo que me aparece esse incomodo, pois ainda acho muito difícil viver desapegada de tudo e todas as situações...

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  3. Parabéns por este blog. Um bom trabalho e que deve ajudar quem aqui entra
    Santiago

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  4. Bem consebido e de muita utilidade parabéns gostei de verdade

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  5. Meu Deus. Nunca li nada tão certo. É a minha cara, infelizmente! rsrsrsrsrs
    Beatriz

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  6. Excelente site. Tudo faz muito sentido. Inclusive sobre pessoas que convivem bem de perto e sofrem de alguma molestia.
    Já ta nos meus favoritos. Parabéns.

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  7. EU TB, nunca li uma descrição tão fiel.... muito bom..gostaria de soluções agora pra minha enxaqueca

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  8. Me identifiquei muito ai, sofro de enxaqueca desde de 2009, um período que foi um pouco turbulento para mim é que desencadeou toda essa situação.Faço tratamento preventivo mas mesmo assim as vezes ela vem, e realmente sempre quando tenho preocupações.

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  9. Gostaria de saber como faço para conseguir controlar tais pensamentos excessivos p evitar o desencader da dor

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  10. Nossa eu tenho enxaqueca a 8 anos e agora tem se tornado mais insuportável ainda. Mesmo tendo conhecimento da psicossomática eu nunca pesquisei sobre minha enxaqueca, já estou, de certa forma, acostumada a dormir e acordar com a cabeça doendo.
    A solução para parar de sentir dor é tão difícil, nada pior que reeducar os pensamentos e a forma de ver as coisas.

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  11. Tenho enxaqueca emocional que infelizmente desencadeou uma depressão alguém pode me ajuda?

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  12. Caramba! Parece que esse texto foi escrito pra mim e quem escreveu sabe exatamente o que se passa na minha cabeça!! #medo
    Estou tendo muitas crises de enxaqueca e predominantemente do lado direito. Devido a isso fui procurar se tinha uma razão para a dor aparecer na maioria das vezes desse lado específico e esse texto foi muito esclarecedor.
    Muito obrigada!

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